Oferta 17 e 31

 

 

Na passada terça-feira desloquei-me ao Centro de emprego  para tentar saber algo mais sobre umas propostas que tinha visto no site desta instituição, tinha ideia que arranjar trabalho nos dias de hoje é muito difícil mas não me passava pela cabeça o que me esperava. Cheguei pouco passava das 14 horas fui directo ao quadro das ofertas de trabalho, li com atenção verifiquei que ainda se encontravam as mesmas ofertas tirei o número daquelas que julguei ter possibilidade e perguntei à segurança onde me podia informar sobre as mesmas, fui encaminhado para um balcão e esperei pela vês da senha que tinha previamente tirado, pouco ou nada esperei, a senhora que me atendeu fui cordial verificou se estava inscrito naquele centro e depois forneceu-me uma senha para ser atendido noutro balcão e foi neste momento que passei para o surrealismo e até não tive de esperar muito tempo, aparece um homem que a mim se dirige e quando eu lhe mostro a senha diz: "Venha lá que já lhe trato da saúde",fiquei de veras confuso será que me enganei de centro e fui parar ao Centro de saúde, mas lá segui o individuo e depois de estar instalado frente a uma secretária lá tentei explicar ao mesmo que estava à procura de trabalho e que tinha visto umas ofertas, nomeadamente a n.º 17 e a n.º31 e que queria mais informações, ao qual ele me responde bem hoje isto até esta calmo vamos lá ver isso e pede uma pasta a alguém e começa a folhear a dita como quem vê um folheto de publicidade e dispara, ajudante de cozinha, apontador, empregada de limpeza, etc., etc. e engenheiro de tal não, cozinheiro, operador de grua e chega-se ao fim da pasta e pronto. Voltei a perguntar pelas ofertas 17 e 31 e a criatura com um aparente sorriso lá voltou a abrir a pasta e lá me explicou que a oferta 31 era para uma casa de artesanato e tal e que o candidato tinha que falar inglês mas que de qualquer das maneiras pensava que se pretendia assim mais uma jovem e pronto fim de explicação e claro da 17 já nem tive coragem de perguntar novamente, perante este cenário quis saber o que me aconselhava a fazer para ir sabendo de outras ofertas e recebi como resposta para ir vendo na net e de preferência noutros centros que lá pode ser que haja algo e depois que tire o número para perguntar que eles encaminham, durante esta conversa toda que não demorou mais de 15 minutos este artista ainda me perguntou se tinha ideia de quantas inscrições de desemprego tinham recebido este ano (2009) e respondeu de imediato 94000 e ainda me fez o favor de dividir este valor pelos dias úteis para ter uma ideia melhor. Por amor de Deus parecia que estava no estúdio do telerural em Curral de Moinas. Sai para a rua, chovia, e no curto trajecto até ao carro veio-me á cabeça se esta alminha que me atendeu terá sido a mesma que à cinco ou seis anos quando eu me dirigi a este mesmo centro desta vez à procura de dois desempregados para contratar me deu por resposta que como já eram 16 horas e o centro está a fechar olhe volte cá amanhã pois quem esta desempregado hoje pode esperar até amanhã, afinal não é por um dia. Fiquei sem vontade de lá voltar pois para que serve um sitio que chamam centro de emprego se quando lá vamos à procura de uma oportunidade quem nos atende não vê sequer o nosso curriculum, não nos dá sequer uma saída, não nos fala em formação de adultos não dá uma esperança, é caso para dizer mal empregue o dinheiro que descontei e os impostos que paguei. No tempo em tomei conta de serviços se um labrego destes na minha frente atende-se assim um cliente não acabava o tempo de experiência na casa, por isso era mau o "bicho" como alguns me chamavam cobardemente pelas costas mas andavam na linha.

publicado por ldcristiano às 17:38 | link do post | comentar